ENTREVISTA
CAIO JUNQUEIRA
CAIO JUNQUEIRA
RIO DE JANEIRO – Simpático, talentoso e batalhador. Essas podem ser algumas características para se dar a Caio Junqueira. O ator, que está protagonizando sua primeira novela como o inocente Joca, em “Ribeirão do Tempo”, confessou que já pensou em trabalhar em outras áreas, mas que a arte sempre esteve muito próxima a ele. Então acabou se apaixonando perdidamente pela atuação. Mas quando perguntado sobre o amor pela profissão, Caio abre o coração. Porém não se pode dizer o mesmo sobre suas relações amorosas: “Estou completo”, essa é a única afirmação do moço, que atualmente namora Gisele Itié, protagonista de "Bela, a Feia".
De bem com a vida e, principalmente com sua profissão, Caio rejeita o rótulo de galã: “Nunca me considerei um galã. Trabalho há 25 anos e sempre procuro fazer personagens distintos. Sempre quis me divertir com meus papeis, acima de tudo. Acho que se o estereótipo de galã mudou foi porque o espectador sentiu que está precisando de mais verdade”.
E se com o sucesso aumentando as pessoas pensam que o ator de 33 anos quer mudar de emissora, como muitos fazem, sair da Rede Record - onde está desde 2006 - estão muito enganadas: “Eu tenho mais oportunidade artística aqui na Record e assim venho desenvolvendo mais meu trabalho (...) não penso em sair da emissora, estou bem aqui”.
E se você, caro leitor, que saber um pouco mais desse ator que vem aos poucos conquistando seu espaço no cenário artístico nacional, é só ler a entrevista completa!
FAMOSIDADES - O Joca, de “Ribeirão do Tempo”, é seu primeiro protagonista. Você está sentindo algum peso dessa responsabilidade?
CAIO JUNQUEIRA - Na verdade não penso muito nessa coisa de peso, nessa carga toda. Claro que um protagonista tem suas responsabilidades sim. Mas estou fazendo essa novela com muito prazer e super feliz! Tenho noção do volume de trabalho, mas não comecei a carreira agora então já estou acostumado com o ritmo gosto muito do que faço, então facilita.
Seu personagem é um detetive particular que fez o curso por correspondência, mas apesar disso é esperto e curioso. Alguma vez na sua vida você já pensou em dar uma fuxicada na vida de alguém para matar alguma curiosidade? Mesmo quando era mais jovem?
Sempre temos curiosidade quanto a vida dos outros, isso é normal, ainda mais quando se é adolescente. Mas meu nível de curiosidade sempre foi saudável. Quando eu era criança, por exemplo, gostava de ler o “Manual do Escoteiro Mirim”, que falava de vários assuntos de interesse infantil. Além disso sempre gostei do universo da espionagem mas na ficção, em filmes e séries. Isso sim sempre permeou a minha vida, mas nunca executei algo do gênero, ir fofocar a vida dos outros e tal eu nunca fiz não! [risos]
O que acha da perseguição que os paparazzi fazem com os artistas para conseguir um flagra? Alguma vez já sofreu esse tipo de assédio?
Infelizmente é inevitável. Acho que o consumo de revistas de fofoca contribui para esse assédio desenfreado dos fotógrafos, mas isso é uma troca. Às vezes os paparazzi são mandados pelos próprios artistas, que querem estar a todo o momento em evidência, aparecendo em capas de revista... Mas eu procuro me preservar ao máximo e fico chateado quando inventam historias e situações que não ocorreram. Felizmente comigo nunca aconteceu algo significativo nesse sentido até porque sou discreto e sempre procurei fazer o meu trabalho, e da melhor maneira possível.
Você é daquele tipo de pessoa que se preocupa muito com o corpo, a forma física?
Não muito, mas sei que o meu trabalho exige muito do cuidado com o corpo, mas eu faço o normal. Exercícios físicos, boa alimentação. É o que eu recomendo.
Qual a sua maior semelhança com o Joca?
Positividade. Somos do bem e tentamos ver o lado bom e justo das coisas.
Em “Ribeirão” o seu personagem é apaixonado por Arminda (Bianca Rinaldi), que apesar de gostar dele, fica implicando com o rapaz e chega a ser até um pouco cruel com ele. Algo semelhante a esse romance de gato e rato já aconteceu com você?
Claro que na adolescência a gente tem paixões platônicas, mas nunca passei pelo que o Joca passa com a Arminda. Ela até vai se render ao amor dele, mas ainda vai destratá-lo bastante até assumir por completo. Felizmente que não passo por isso! [risos]
Apesar de o seu personagem ser um dos principais na trama de Marcílio Moraes, ele não é aquele típico estereótipo de galã. Você acredita que esse tipo de personagem mudou ao longo do tempo? Se sente um galã agora que é um protagonista?
Nunca me considerei um galã. Trabalho há 25 anos e sempre procuro fazer personagens distintos. Sempre quis me divertir com meus papeis, acima de tudo. Acho que se o estereótipo de galã mudou foi porque o espectador sentiu que está precisando de mais verdade. Os rótulos são descartáveis. Por isso tento me envolver com o personagem para tirar dele algo de verdade. Também não acho que sou lindo nem horroroso. Sou um ator e, portanto, interpreto o papel que for tentando transmitir algo sincero para o telespectador.
Você acha mais difícil namorar uma fã anônima ou uma atriz?
Nunca namoraria uma fã anônima porque acho que não pode haver só admiração para se começar um relacionamento amoroso. As pessoas têm que se conhecer melhor, se identificarem e ter um grau de intimidade. Mas namorar alguém do meu meio profissional eu não vejo dificuldade. Não tem problema porque muitas das coisas que eu vivo a pessoa vai entender e até acaba tendo o benefício de uma troca de experiências, um crescimento de ambas as partes.
Você começou a trabalhar na carreira de ator ainda muito novo, com sete anos já atuava no humorístico da extinta TV Manchete, “Tamanho Família”. Você nunca pensou em seguir outra profissão?
Já pensei em fazer outras coisas sim. Já estudei bateria, piano... E sempre gostei de psicologia, até gostaria de me interar mais sobre o assunto. Mas amo o que faço, sou fascinado por atuar e estou feliz com a minha escolha.
Você foi trabalhar na Rede Record em 2006 e permanece na emissora até hoje. Muitos dizem que você faz parte do “pelotão especial” da casa. Como se sente com isso?
Não sei bem se estou nisso de “pelotão especial”. O que eu sinto é que tenho ótimas oportunidades de trabalho por aqui e como não gosto de lidar com hierarquia, não posso dizer que me sinto o ator de um determinado grupo especial ou não. Estou trabalhando como todos os outros e se agora faço o protagonista, já fiz personagens menores também. Assim é a nossa profissão e todos passam por isso, mas não penso em sair da emissora, estou bem aqui.
Você já foi funcionário da Rede Globo também. Qual a maior diferença que sentiu quando foi para a Record?
Não vejo que uma tem mais liberdade que a outra. Acredito é que eu tenha mais oportunidade artística aqui na Record e venho desenvolvendo mais meu trabalho.
Falando em pelotão... Você sentiu alguma diferença em sua vida após interpretar o “aspira” Neto em “Tropa de Elite”?
Sem dúvida alguma o “Tropa” foi um fenômeno! Tem gente até hoje que vem falar comigo e diz que já assistiu mais de dez vezes. As pessoas ainda têm um carinho enorme pelo filme e, consequentemente, pelos atores que fizeram parte do elenco. Acredito que eu mudei muito, e para melhor, depois que fiz esse filme e tive uma exposição, uma visibilidade bem maior. Serei sempre grato.
Você ficou amigo de alguém do elenco? Ainda fala com eles?
Sim! Fiquei grande amigo de todos eles. Eu cheguei a participar de uma parte do treinamento para o “Tropa de Elite 2” só para relembrar um pouco de tudo e matar as saudades [risos].
No seriado “A Lei e o Crime” você também interpretou um policial. É verdade que mesmo antes da série, você já fazia aulas de boxe e jiu-jítsu para descarregar a tensão? Ainda pratica?
Adoro esportes e sempre pratiquei algum. Quando era mais novo, fazia capoeira, judô... Na época do “Tropa”, para relaxar fazia boxe e jiu-jítsu. E continuo praticando! Eu também já saltei de para quedas, fiz escaladas e sempre que posso ando de bicicleta e nado.
Você deu vida ao Horácio na montagem de “Hamlet”, juntamente com o Wagner Moura, que interpretou o Capitão Nascimento no filme. Vocês são amigos na vida real?
Foi um convite pessoal do Wagner eu ter ido fazer a peça e nós somos grandes amigos sim, dentro e fora dos palcos. Ele é um cara incrível e muito especial.
Como foi a experiência de trabalhar em uma peça de tamanha importância como “Hamlet”? Você gosta de clássicos como William Shakespeare?
Adoro os autores clássicos e esse foi meu terceiro Shakespeare. O primeiro eu fiz ainda muito novo, há mais ou menos 20 anos atrás. Fiquei muito feliz em fazer parte dessa peça e foi um retorno e tanto! Já atuei em diversos outros trabalhos de obras clássicas, como “O Despertar da Primavera" de Frank Weddeking, entre outros.
Tem algum trabalho paralelamente à novela?
Estou sim com um projeto para o teatro mas ainda está no forno e eu não tenho tido tempo para mais nada por conta da novela.
Em novembro de 2008 seu pai, o ator e diretor Fábio Junqueira, faleceu. Qual a melhor lembrança que tem dele?
O que eu levo de mais significativo dele foi a figura de pai mesmo e isso vai durar a minha vida inteira. Ele sempre foi um homem íntegro, honesto, trabalhador e muito criativo. Foi uma pessoa única no mundo e de quem eu sinto muita falta.
Qual o seu maior sonho profissional? E pessoal?
Não faço planos para tão adiante. Só quero dar continuidade ao que está acontecendo na minha vida que só tem melhorado a cada dia, pois tenho feito trabalhos maravilhosos, e ser cada vez mais feliz.
FONTE/FAMOSIDADES




















Nenhum comentário:
Postar um comentário