Jesus Luz:
"Não teve degrau. Fui do nada para o tudo"
Modelo responde às perguntas dos leitores, diz que ainda não planeja ter filhos e conta como mantém um relacionamento à distância
Por Priscila Bessa
DJ e modelo, Jesus Luz, 23 anos, conhecido internacionalmente por namorar a cantora Madonna, está prestes a lançar seu primeiro CD, "From Light", com produções próprias e remixes de hits de grandes nomes da música eletrônica. O álbum está previsto para chegar às lojas no próximo mês, pela Warner Music e Record Entretenimento. Em meio a apresentações no Brasil e na Europa, Jesus conversou com a repórter Priscila Bessa e respondeu às perguntas dos leitores enviadas ao site de QUEM.
Além de falar sobre a empolgação de ver a carreira de DJ deslanchar, ele relatou as dificuldades por que passou desde que deixou o anonimato para virar celebridade. Sobre o namoro com a cantora, ele disse que a distância é melhor do que o convívio diário. “É positivo porque cria saudade”, afirmou.
1- Você é reservado sobre a vida pessoal. Por que resolveu fazer um comentário íntimo ao ganhar o prêmio Because You Are Hot (Porque você é quente), na premiação New Now Next Awards (Jesus agradeceu à namorada por cuidar tão bem de seu corpo)?
Maíra Procópio, Fortaleza (CE)
Com certeza, eu devo muito a ela. Mas aquele evento em si não é uma coisa para se levar tão a sério. Lógico que o reconhecimento é ótimo, mas fiz um comentário que tinha a ver comigo e é cômico.
2- Qual foi a melhor parte e a mais complicada de produzir um CD?
Bárbara Vieira, Recife (PE)
A mais complicada foi escolher um repertório, porque tenho vários artistas e DJs com quem me identifico. A melhor é a satisfação, não de produzir o CD, mas de ver as minhas músicas fazendo efeito na galera. O público de eletrônico é muito exigente, então, é gratificante ver que deu certo.
3- Alguma vez se sentiu meio perdido com tanta atenção sobre você por causa da Madonna e com a própria fama?
Nicácio Corrêa, Acari (RN)
Não estava acostumado. Quando tinha muita atenção em cima em algum evento, ficava meio inseguro, nervoso. Não teve degrau. Fui do nada para o tudo. Foi difícil me adaptar. Eu me sentia inseguro, não sabia o que aquilo significava e, às vezes, me fechava. Aí, passava para as pessoas que eu era arrogante, que me achava superior, mas era para me proteger e não me sentir tão mal.
4- Qual a melhor e a pior parte da exposição desde as fotos com Madonna para a revista W, em dezembro de 2008?
Sendy Garcia, São Paulo (SP)
A melhor coisa é ver que o meu trabalho e os meus sonhos estão se realizando. Estou construindo minha vida, ajudando minha família. A pior parte é quando vejo que as pessoas se apegam à imagem e me julgam. Rotulam sem saber nada sobre você. Isso dá tristeza. Mas nada que o tempo não resolva.
5- Costuma levar cantadas de mulheres mais velhas?
Lílian Gomes, Rio de Janeiro (RJ)
O que eu vejo é que a maior parte de meu público feminino é formada por adolescentes. Dos 15 aos 20 anos. E nunca senti isso das mais velhas. Talvez sejam mais discretas.
6- O que significa constituir uma família para você?
Maria Klein, Niterói (RJ)
Pessoas de quem você gosta são a sua família. Sejam os amigos, seja a sua namorada, sejam os filhos da sua namorada, até o marido da sua mãe, o seu padrasto, não precisa ser do seu sangue.
7- Pensa em ter filhos com Madonna?
Rosaly Bastos, Jundiaí (SP)
Essa pergunta é complicada porque vivo muito do momento. Não penso “Ah, vou ter filhos daqui a cinco anos com a mulher tal” ou “Vou ter filho amanhã”. Não tenho um plano de ter filhos. As coisas vão acontecer naturalmente.
8- Numa balada, se estivesse solteiro, uma mulher linda te paquerasse, você correspondesse, mas ela revelasse que é travesti, o que faria?
Bárbara de Oliveira, Rio de Janeiro (RJ)
Falaria: “Infelizmente, não jogo nesse time. Vai ficar para a próxima encarnação” (risos). Não tenho preconceito nenhum, mas comigo só se nascer mulher.
9- Como consegue administrar um relacionamento a distância?
Rosa Andiglieri, Nova Hamburgo (RS)
O essencial é confiança. Acho que ficar um tempo sem ver a pessoa é positivo porque cria saudade, um vínculo mais forte do que se você ficar o tempo todo junto. Isso, pelo contrário, afasta. Fica meio over da pessoa.
10- Acha que, se um dia se separar da Madonna, o sucesso vai continuar?
Alex Gomes, Búzios (RJ)
Nada é por acaso. Cada um conquista seus passos da sua maneira, mas no fim das contas todo mundo quer ajuda. Todos que chegam a algum lugar tiveram ajuda de alguém, que seja da família, de amigos, através de algum relacionamento. Pelo fato de ter chegado através dela, fica uma marca muito forte. É só uma questão de tempo até poder construir o próprio caminho.
11- Pode afirmar que se sente feliz?
Júlia Laroque, Belo Horizonte (MG)
Muito. Acho que nunca tive tanta paz de espírito e sempre fui muito agitado e ansioso, querendo que as coisas acontecessem logo. Acho que é a idade. A gente vai ficando mais adulto. Depois de me apresentar no Brasil vou para Ibiza, na Espanha. É o sonho de todo DJ tocar lá. Vou tocar na boate Space Ibiza e vai ser um grande feito para mim. Estou vivendo de um lado para o outro. Tipo: “Vou alí na Suíça comprar um chocolate”. (risos) É brincadeira, mas às vezes fico com a perna tremendo de tantas horas parado no avião precisando me movimentar.
12 -Como vc enfrenta as críticas com relação ao seu trabalho como DJ?
Patricia Dias, Goose Creek-South Carolina (EUA)
Eu sou super tranqüilo, aberto à críticas, todo mundo tem o direito de falar o que pensa desde que não falte com respeito. E sou o tipo de cara que quanto mais me criticam, mais isso me serve como um combustível para me motivar. Então, na verdade, todas as críticas são muito bem vindas.
13- Alguma vez você passou por um mau momento, ou digamos uma “saia-justa”, em outro país por ser brasileiro? Ou por ser carioca?
Carlos Novaes, Vitória (ES)
Sempre fui muito cuidadoso no meu modo de agir, nunca vacilei. Mas, às vezes, o que acontece é um tratamento diferente que as pessoas dão em alguns países. Já cheguei em um país uma vez com a minha equipe para tocar e eles trataram meio com deboche. Tem país onde se tem uma visão errada do brasileiro até por preconceito com relação à imigração, e acabam tratando a gente de uma forma meio pejorativa. Acho totalmente incorreto. Meio isso: “Brasil é só mulher, futebol, etc”. Mas também acontece o contrário. Tem muitos países que têm idolatria pelo brasileiro, como na França, por exemplo. Carioca então... Eles não gostam que fale inglês, mas só de você ser brasileiro já falam de uma maneira boa com você.
14- Pensa em fazer outra coisa além de ser DJ? Montar um negócio ou voltar a fazer faculdade?
Jéssica Tavarez, Brasília (DF)
Na verdade já tenho um negócio, eu e meu empresário Peterson Ibrahim. Temos uma agência de DJ´s que estamos começando. A ideia é ajudar a cuidar da carreira deles e devo começar a fazer uns eventos mais para a frente. Mas agora estou muito focado na produção e na carreira de modelo. E já está sendo difícil manter as duas coisas. Às vezes eu não tenho data. Por exemplo, agora tenho uma proposta de um editorial nos Estados Unidos e não vou poder porque estou tocando. Aí tem que adiar, ver se pode. Mas tenho vontade de voltar a estudar teatro que foi o começo de tudo. Foi onde eu comecei antes mesmo de ser modelo, DJ, qualquer coisa. Era o que eu queria, atuar, tanto que comecei a modelar para pagar a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). E acabei vingando como modelo graças à Deus. Mas quando parar um pouco de repente volto a fazer isso.
15- Quais os lugares pelos quais viajou que o marcaram e de que forma?
Cynthia Midani, Campo Grande (RN)
São muitos, mas os que mais me marcaram foram bem no começo mesmo, nas apresentações que fiz nos shows da Madonna, em que fiquei ao lado do DJ Paul Oakenfold. Surreal, eu não estava nem acreditando que estava ali, e ver aquela massa de todos os fãs dela, e eu dançando muito... O Paul é top. Poder estar ali mexeu muito comigo e ali tive a certeza de que queria fazer a mesma coisa: ser um DJ, produzir, viajar o mundo e levar a música para animar as pessoas.




















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