Sthefany Britto e Alexandre Pato
Onde foi parar o amor?
Por Aline Salcedo e Ana Carolina Soares
Sorridentes, ao deixar o Copacabana Palace, onde se casaram em uma festa milionária. As juras de ''amar e respeitar para sempre'', trocadas em 7 de julho do ano passado, em uma cerimônia de 1 milhão de reais no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, se transformaram em uma batalha, declarada em março, entre a atriz Sthefany Brito, 22 anos (ela completa 23 no sábado, 19), e o jogador de futebol Alexandre Rodrigues da Silva, 20, o Alexandre Pato.
Segundo os amigos de ambos, desde as diferenças simples de personalidade (o atacante do Milan preferia um churrasco com os amigos ou passar horas jogando videogame, enquanto a atriz desejava se enturmar em círculos mais sofisticados) a problemas mais complicados (ele sair sozinho para badalar à noite e ela gastar sem parar no cartão de crédito) ganharam contornos jurídicos complexos, ou, como se diria no jargão do direito, uma incompatibilidade de gênios irremediável.
''Ela casou por amor e foi enganada. Acreditava que Pato era como Kaká, um bom menino, mas ele começou a sair de casa cedinho e voltar só de madrugada, até que um dia foi embora'', conta uma amiga da atriz, que prefere não se identificar. ''Sthefany queria ser amiga de Victoria Beckham (36, mulher do meio-campista David Beckham, 35). Na verdade, queria ser como ela'', entrega um amigo de Pato.
No início, uma marolinha
A relação começou a azedar antes mesmo da troca de alianças, contam pessoas próximas ao casal. Ao pedir a mão de Sthefany, Pato teria aceitado se casar em regime de comunhão parcial de bens, e ambos chegaram a assinar um contrato pré-nupcial. Poucos dias antes do casamento, já com os convites distribuídos, ele teria mudado de ideia, optando por separação total de bens - ou seja, em caso de divórcio, seria considerado na divisão apenas o que foi adquirido depois do casamento. Segundo o acordo válido, a atriz tem direito a 15% dos bens adquiridos após o casamento.
Durante a união, Pato não teria comprado nenhum bem. Mas os dois são sócios da empresa que realizou a renovação do contrato do jogador com o Milan em setembro do ano passado. O compromisso vale por dois anos, cobre duas temporadas do time e, nele, assegura o valor de 6,6 milhões de reais ao jogador. Seguindo o acordo pré-nupcial, Sthefany teria direito aos 15% dessa quantia, ou seja 900 mil reais.
Amigos do jogador afirmam que Pato estaria disposto a dar à ex-mulher o que lhe é devido, mas a atriz, ainda segundo eles, teria achado o valor insuficiente, uma vez que ela abandonou a carreira para se casar. Em 31 de maio, o contrato de Sthefany com a Rede Globo venceu. A uma amiga íntima ela confidenciou que pretende voltar ao Brasil no fim do ano para ficar de vez. Quando isso acontecer, quer retomar o trabalho de atriz. E disse ainda que teria recebido propostas para apresentar programas de TV na Itália, mas afirmou ''não ter cabeça'' para isso no momento. Tanto a dissolução do casamento quanto a dissolução da sociedade estão sendo negociadas. Já Pato está de férias e cumpre compromissos com o Milan e a Nike na África do Sul até quarta-feira (16).
Poucas mudanças
Por enquanto, Sthefany continua no apartamento que o casal vivia em Milão. Aluguel, condomínio e contas são pagos pelo Milan. Na sexta-feira (11), CONTIGO! flagrou a atriz pela primeira vez após a separação. Sthefany não tem saído muito desde o fim do casamento. Parou de frequentar o restaurante onde ia sempre com Pato, o I Giannino.
Agora, sempre que sai, está com a mãe, Sandra Brito, 46, que lhe faz companhia em Milão desde que começou a crise com Pato. Na sexta-feira, as duas saíram de casa por volta de 16h50, no carro de Sthefany, um Audi Q5, e foram para o Centro Comercial Il Portello, onde ficaram por cerca de três horas. Ao chegarem, sentaram para tomar um café e bateram um papo rápido.
Sthefany não tirou os óculos escuros e manteve o semblante sério. Logo depois, as duas foram a uma loja da Vodafone, companhia de telefone celular, caminharam olhando vitrinas, e foram à Zara, onde compraram algumas camisas de malha. Antes de voltar para casa, ainda fizeram compras no Supermercado Iper. Deixaram o lugar rumo ao estacionamento.
A discórdia do cartão
Depois do casamento, amigos do jogador contam que Pato teria dado a Sthefany um cartão de crédito com um limite mensal de aproximadamente 30 mil reais. Segundo eles, esse valor era usado apenas para despesas pessoais e, por isso, a atriz nunca alcançava o teto. Mas à medida que as brigas foram aumentando, Sthefany ia às compras com mais frequência.
Depois de uma discussão feia no fim do ano passado, Pato teria decidido ir dormir no escritório. Segundo um amigo de Pato, Sthefany começou a acordar o marido no escritório, numa forma de provocá-lo. Pela manhã, ela ligava o computador, colocava música e conversava com familiares no Skype em voz alta. Em março, uma briga matutina tornou-se estopim.
O jogador decidiu sair de casa e ir para um hotel. Levou apenas roupas, seu laptop e o videogame. Enquanto fazia as malas, acionou o advogado João Paulo Lins e Silva, 36, no Brasil, e entrou com o processo de divórcio litigioso. Em abril, os dois tentaram um acordo. No mesmo mês, teria vencido uma fatura do cartão de crédito que teria extrapolado os 30 mil reais mensais.
O atleta teria se recusado a pagar. Segundo o advogado contratado pela atriz, Ricardo Brajterman (38), os cartões de crédito ainda estão suspensos. ''Pato impôs que ela deixasse de trabalhar para acompanhá-lo na Itália, então deveria ser responsável por sustentá-la até que ela retomasse sua vida profissional, mas não é o que está acontecendo'', relata Brajterman. Segundo uma amiga de Sthefany, ela estaria vivendo do dinheiro que guardou e da ajuda da mãe, Sandra.
Baladas noturnas
Neste ano, Pato se contundiu duas vezes. A primeira aconteceu no fim de fevereiro, quando teve um estiramento na coxa direita. Um mês depois, sofreu uma lesão no mesmo local. Segundo uma pessoa próxima ao jogador, a má fase na carreira o abalou psicologicamente. De acordo com um amigo italiano dele, como não podia treinar, o atleta começou a frequentar as baladas italianas, ao lado do meia-atacante do Milan Ronaldinho Gaúcho, 30, e outros amigos. ''Já faz tempo que ele apronta com Ronaldinho, não é de agora. Pato é muito menino para estar casado'', afirmou o italiano. O grupo costuma se encontrar na badalada boate Hollywood, na Via Corso Como, em Milão, frequentada por várias celebridades.
O jogador foi visto pelo menos três vezes no local. ''Pato é um bom menino, mas aqui em Milão são muitas tentações. E ele caiu. Desde que começou a circular com Ronaldinho, se perdeu.'' Segundo uma pessoa próxima à atriz, as mulheres dos jogadores de futebol que moram na mesma cidade a consolavam. ''Quando o Pato ia para as farras com os amigos jogadores, as mulheres deles é que consolavam Sthefany, dizendo que aquilo era normal e que ela deveria se acostumar.'' Com muito tempo livre, ele mantém o hábito de passar horas diante do videogame e do computador.
Entre os amigos com quem troca mensagens frequentemente está Beatriz Feres, 22, a Bia, campeã de nado sincronizado. Ela e Pato iniciaram uma amizade após participarem de uma campanha publicitária no ano passado.
A presença da mãe
No começo, o casal levava uma rotina tranquila em Milão, considerada uma das capitais mundiais do design e da moda. Para ter companhia na cidade enquanto o marido trabalhava, Sthefany chamava a mãe, com quem sempre teve uma relação bastante estreita. À medida que as discussões com Pato se tornavam cada dia mais frequentes, segundo amigos, Sandra tornava-se visita mais constante no apartamento, interferindo na vida do casal.
Quase três meses depois, praticamente nada foi resolvido, e eles ainda não estão judicialmente separados. Os advogados tentam um acordo amigável para a dissolução do casamento, já que o processo solicitado por Pato foi suspenso no Brasil, pois não moram mais aqui. O pedido foi feito por parte da atriz para que corresse na Itália. ''A casa deles é lá, e os fatos que deram motivos à separação ocorreram lá, então é onde tudo deve ser resolvido'', esclareceu Brajterman à CONTIGO!
Já o advogado do jogador, João Paulo Lins e Silva, informa que a decisão de o julgamento ser no Brasil ou na Itália ainda está nas mãos do juiz. Atualmente, a atriz e o jogador, antes sorridentes e bem-humorados, não conversam com pessoas fora de seu círculo de amizades ou da família. É uma história que nasceu linda, mas que desandou para um drama digno daqueles filmes de tribunais. Os amigos, porém, ainda acreditam que há tempo de construir um final sem brigas, feliz para os dois.
Um romance de idas e vindas
Março marca lembranças opostas a Sthefany Brito e Alexandre Pato. Nesse mês, o jogador pediu a atriz em casamento duas vezes. A primeira em 2008, num jantar romântico no alto da Torre Eiffel. A segunda, em 2009, num jantar em família, em Milão, que marcou a reconciliação após três meses separados. Na época, disseram que a distância Milão-Rio era grande demais. Um ano depois, Pato deixava seu apartamento em Milão após uma briga. Foi o fim do casamento que durou nove meses. Desde o último março, os dois nunca mais se falaram.
Em meio aos castelos de Milão
No fim de julho, Sthefany e Pato iniciaram a vida em comum no apartamento onde ele morava em Milão desde 2007, quando foi transferido para o Milan. O imóvel pertence ao time italiano e fica na Via Aurelio Saffi, no centro histórico, um dos bairros mais elegantes e caros da metrópole. Aliás, o meia-atacante Kaká, 28, que durante anos jogou no Milan, também morou naquele apartamento, e Eros Ramazzotti, 46, um dos principais cantores da Itália, mora no mesmo prédio. O edifício tem quatro andares e 16 apartamentos.
Os tamanhos variam, mas o mais modesto mede 120 metros quadrados e custa pelo menos 1 milhão de dólares. O local é perto de alguns dos pontos turísticos, como o austero Castello Sforzesco, a igreja Santa Maria delle Grazie, onde está exposta A Última Ceia, uma das obras-primas de Leonardo da Vinci, além de bares medievais. A meia quadra de distância está a Corso Magenta, uma das avenidas mais sofisticadas da cidade, com seus palácios históricos.
Embora seja padrão na Europa, o sobrenome Silva, o último nome de Pato, não está escrito no interfone externo. Ele e a atriz preferiram o anonimato. Assim, quem passasse pela rua não imaginaria que ali era o endereço de um dos principais jogadores do Milan.
FONTE/CONTIGO




















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