Gabriela Duarte:
Chega de ser a boazinha sem sal!
Sim, ela está mais sensual
Por Bianca Portugal
''Não posso chegar em casa fazendo uma revolução sexual, acho que não seria nem honesto com Jairo. Mas tenho um brilho diferente no olhar...''
Gestos elegantes, um caminhar que parece flutuando. E agora ela garante que está mais solta, está rindo mais de si. Está mais generosa consigo própria, pois era muito dura. Talvez a fogosa Jéssica, de Passione, ajude Gabriela Duarte, 36 anos, a se ver de uma forma mais leve - o público está aceitando, gostando do seu lado cômico. ''Realmente é um respiro muito importante em minha carreira'', diz a atriz querendo fugir do fantasma de boazinha. Ela não quer rótulos - como toda profissional que quer se transformar em outra pessoa e desaparecer na pele de uma personagem. ''Esta profissão é um 'playground' e eu quero ir em todos os brinquedos'', completa.
Novas boazinhas podem aparecer, ela não está fechando a porta para essa, digamos, ''coisinha sem sal'' que muitas vezes são as protagonistas do bem nas novelas. Já dizia o diretor Alfred Hitchcock (1899- 1980) que, quanto mais bem-sucedido o vilão, mais bem-sucedido o mocinho. ''Eu me acho uma pessoa muito ética. Sou muito ponderada e coerente, correta mesmo. Se isso pode ser traduzido na palavra boazinha então tudo bem, eu sou boazinha. Mas sei que não sou só isso. Como todo mundo eu tenho um lado que consegue ver a transgressão da vida e que consegue, às vezes, não ser tão justa quanto eu gostaria. Sou um ser humano.'' Aí é Gabriela falando de si própria, sem máscaras.
Controladora a beça
Gabriela em casa é mãe, é esposa (do fotógrafo Jairo Goldflus, 40). A filha Manuela tem 3 anos e para alguém que estava ali presente, acompanhando tudo, ficar afastada, no Projac, brincando no ''playground'' sem a filha, é duro. Mas a atriz está se adaptando. ''No momento sou um pouco controladora (risos). Estou trabalhando muito então fico com essa tendência de ligar o dia inteiro para compensar o tempo fora de casa. Mas no geral o que me preocupa mais é passar as coisas simples para ela. Vamos para a varanda e ficamos horas observando as pessoas. E tento impor algumas regras porque acho que a vida é melhor quando você tem alguns limites'', diz a atriz. Sim, é o lado boazinha falando alto novamente. Gabriela faz terapia há muitos anos - a conta certinha ficou para trás. Agora seus atos não são mais julgados com mão de ferro. Existe um respiro. ''Para mim é essencial, não saberia ficar muito tempo sem. Nos melhores momentos ou nos mais turbulentos, não importa. Para ter um olho para dentro e outro para fora de si'', explica. O processo ajudou também a lidar com um certo ciúme. ''Não vou negar (risos). Sou ciumenta e ficar calada não me faz bem. É da minha natureza, um sentimento genuíno. Tenho ciúme dos meu amigos, da minha mãe, dos meus irmãos...E tento administrar, mas às vezes não fico quieta, não. Já sofri, já mostrei que estava sofrendo, já fiquei calada e não dá certo'', confessa.
Mudar o casamento
E estando envolvida com uma personagem que demanda tanta sensualidade, diariamente, isso não influenciaria em casa? ''Claro que fiquei mais sensual por causa da Jéssica. Agora a verdade é que eu vivo um casamento de nove anos. Não posso chegar em casa fazendo uma revolução sexual, acho que não seria nem honesto com Jairo. Mas tenho um brilho diferente no olhar e assim a coisa se aprimora, ganha contornos diferentes no lado mais sensual da relação. Não dá para mudar totalmente um casamento de tanto tempo, mas dá para acrescentar algumas coisas.'' Nas primeiras cenas apimentadas de Jéssica, Gabriela ficou preocupada com o marido. Olhou de rabo de olho para ele, enquanto as cenas comiam solta, esperando uma reação... ''Ele se divertiu!'', conta, aliviada. Mas nem sempre foi assim. ''Jairo passou por um período de adaptação de uma pessoa casada com uma atriz. Ele precisou de um tempo para digerir tudo, mas acho que ele também amadureceu junto comigo. Hoje minha vida está toda redondinha, tá tudo ótimo: casa, trabalho, tudo.''
Regina, a mãe
Ser mãe de Manuela agora preocupa mais Gabriela do que ser filha de Regina Duarte, 63: ''Todos os filhos que passam por isso em algum momento enfrentam essa questão - ter uma mãe tão admirável e estar seguindo a mesma profissão dela é preocupante. Eu me orgulho muito dela. Minha relação com a minha mãe cresceu muito. Éramos mãe e filha. Hoje somos muito amigas”. Tanto que um pequeno e ingênuo deslize numa agenda deixou Gabriela decepcionada, quando a mãe esteve com ela no Rio de Janeiro, um dia antes da entrevista para CONTIGO! “Saímos para jantar e foi uma delícia. Aí acordei cedo pensando em passar as cenas com ela, mas quando vi já tinha ido embora. Ahhhh (risos)!''
FONTE/CONTIGO




















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