Leonardo Machado:
Gaúcho sem fronteiras
Ele considera o trabalho no seriado Na Forma da Lei uma verdadeira escola
Por Andréa Lopes
Sabe aquela máxima ''cuidado com o que você deseja que pode se tornar realidade''? O ator Leonardo Machado, 33 anos, é testemunha disso.
Quando estreou em Malhação, em 2007, perguntaram a ele, em uma entrevista, com quem gostaria de fazer par romântico na televisão. Léo respondeu prontamente: ''Com Ana Paula Arósio''.
Três anos se passaram, e atualmente ele interpreta o juiz Célio Rocha no seriado Na Forma da Lei, da Globo, um sujeito íntegro, sério e apaixonado pela promotora Ana Beatriz - vivida por quem? Ana Paula Arósio, 35. ''Ana é uma atriz muito intensa. Trabalhar com ela e com os demais colegas está sendo umintensivo de interpretação. Já viramos uma turma. Quando não gravamos, nos encontramos para jantar'', conta ele.
Leonardo aproveita as folgas para recuperar as energias retornando a sua terra natal, o Rio Grande do Sul. Visitando amigos em um sítio na cidade de Triunfo, a 50 quilômetros de Porto Alegre, o ator conheceu de perto sua nova aquisição, o cavalo crioulo Sanguinário.
''Ele já está participando de provas e foi selecionado para a próxima Expointer'', avisa o ator, citando a mais importante feira de agropecuária da América Latina. ''Sanguinário tem esse nome, mas é um gurizão, bem mansinho.''
Leonardo é mesmo um homem do campo. Nascido em Bagé, no interior do estado, ele foi morar com a família na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, quando ainda era criança. Até os 18 anos, trabalhou só no campo, quando a família decidiu retornar para a capital gaúcha.
Ele nunca tinha pensado em atuar, até que uma amiga o convidou para fazer um curso de interpretação. ''Aprendi a ter respeito pela profissão e disciplina para atuar.'' Em seguida, vieram o cinema e a televisão. ''O teatro é a base do ofício, mas é muito bacana ver um trabalho seu no cinema rodando o mundo'', avalia.
No ano passado, ele saiu do Festival de Cinema de Gramado com um Kikito de melhor ator por sua atuação no filme Em Teu Nome. ''Quem é ator e gaúcho sabe que ganhar em Gramado é mais difícil do que ser premiado em outros festivais. Fui o primeiro gaúcho a ganhar o Kikito de melhor ator.''
Namorada no Sul
A televisão é o mais recente xodó de Leonardo. ''Trabalhar em TV não é moleza, não. É preciso entrar no ritmo rápido. Mas dá um jogo de cintura incrível'', explica.
Integrar o elenco do seriado global tem sido uma escola e tanto. ''Wolf (Maya) é bastante sensível para dirigir, talvez porque tenha trabalhado muito como ator também. Estar ao lado de atores como Paulo José (73), meu Deus... É incrível o domínio de cena dele, a generosidade. Quero envelhecer com essa sabedoria.''
Para compor o juiz Célio, Leonardo teve aulas de artes marciais e saxofone. ''Meu professor de sax foi nada mais, nada menos que Milton Guedes'', diz orgulhoso. Os dois acabaram compondo uma música que Léo toca em cena. ''Célio é um cara paciente. Até mesmo para esperar pela mulher que ama. É quase um iogue'', brinca.
Empunhando uma cuia de chimarrão, o gaúcho confessa que gostaria de continuar morando em Porto Alegre, mesmo trabalhando no Rio. Além do pampa, do cavalo Sanguinário e do frio gostoso, próprio para um bom vinho tinto, que não dispensa, Léo tem um grande motivo para ficar em terras gaúchas, a namorada e atriz Sissi Venturin, 25. ''Quando fico mais tempo no Rio, ela me visita. Ficamos assim, na ponte aérea. Tem funcionado há seis anos'', diz. ''Quando estamos no Rio acabamos fazendo as mesmas coisas que fazemos em Porto Alegre. Não somos muito de praia.''
Volta aos palcos
Na capital gaúcha, Leonardo coordena a Companhia Rústica de Teatro, que reestreia em agosto o espetáculo Clube do Fracasso. Depois das gravações de Na Forma da Lei, ele pretende voltar aos palcos num monólogo, cujos detalhes prefere manter em segredo. No fim do ano, planeja viajar de moto de Porto Alegre ao Cabo Horn, no extremo sul da América Latina.
A ideia é fazer um documentário da viagem. E, depois, voltar para o Sul. ''Essa profissão mexe muito com a vaidade. É preciso não tirar o pé do chão não esquecer de onde eu vim, quem eu sou.''
FONTE/CONTIGO






















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