domingo, 4 de julho de 2010

Loura fatal por causa da personagem Suely, Giovanna Ewbank se revela uma meninona

POR BEATRIZ MOTA

Rio - O ar de loura fatal, incontestável frente às lentes, não se mantém por mais de minuto e meio de bate-papo. No tom de voz — “Gio, fala mais baixo”, costuma ouvir das amigas —, mãos gesticulantes, ideias em formação, Giovanna Ewbank, 23 anos, é uma meninona, ainda aprendendo a lidar com os frutos (sadios ou podres) de sua recém-alavancada carreira e exposição repentina. “Eu não tenho vontade de ter uma carreira meteórica. O público me dá um retorno bom nas ruas; da crítica, nem tanto. Às vezes fico chateada, choro em casa”, desabafa a jovem  atriz.


No ar como a Suely da bem-sucedida ‘Escrito nas Estrelas’ — a média de audiência é de 30 pontos —, e casada com o ator Bruno Gagliasso (também nas telas, em ‘Passione’) há pouco mais de três meses, Giovanna se viu, de uma hora para outra, no foco das atenções. “No início, eu ficava bem sem graça. E, desde que fiquei loura, piorou.

Quando pintei meu cabelo por causa da Suely, saí do salão e fui a um restaurante com minha mãe. Todo mundo virou para me olhar. Perguntei a ela: ‘Estou muito feia?!’”, recorda Giovanna, que se casou encarnada na lourice de Suely, enquanto Bruno já ostentava a barbicha de Berilo.

Realizada com discrição em Petrópolis, a festa de casamento era um prenúncio dos dias de interesse público que estavam por vir. “Minha mãe se assusta com as coisas que lê na Internet sobre mim. Me liga para dar conselhos, falando: ‘Giovanna, minha filha, você fez isso mesmo?”, diz ela que, com a pegada apertada das gravações, teve que fazer adaptações em sua rotina de casal. “A lua de mel está sendo no dia a dia, em nossos primeiros meses de casamento mesmo”, revela.

O matrimônio trouxe, também, novas responsabilidades à Giovanna, que surgiu na TV em ‘Malhação’, em 2006, e encara atualmente o seu papel de mais destaque na Rede Globo.

“Vejo que tudo que eu faço hoje tem muito mais peso por eu ser casada com o Bruno. Ele trabalha há dez anos como ator e, antes de conhecê-lo, já era fã de seu trabalho”, lembra ela, que é obrigada a lidar o tempo todo com as insistentes comparações entre o seu trabalho e o do marido. “Acho muito ruim quando comparam: ‘Ah, ela não é tão boa atriz, ele é um ator maravilhoso’. Eu fico chateada. A gente só se conheceu, se ama e decidiu fazer uma história juntos. A parte profissional não tem nada a ver com isso...”.

Nascida em São Paulo, Giovanna escolheu o Rio de Janeiro para morar há quatro anos e, assim como a união com o ator carioca, espera que a decisão seja “para o resto da vida”. “Gosto muito de caminhar na praia, rezar. Não gostava de acordar e dar de cara com um viaduto de São Paulo. Os anos de Rio estão sendo os mais felizes da minha vida”, avalia Giovanna.

Com essa decisão, a jovem diz que consegue lidar com a distância da família através de “300 ligações diárias” — de fato, foram ao menos três as chamadas da ‘mamma’ durante a tarde de entrevista e fotos.

Na vinda para cá, além dos amigos paulistas e de um quarto montado na casa dos pais, Giovanna deixou para trás o curso superior de Moda. “Tranquei a faculdade e estava com malas prontas para passar uma temporada em Nova Iorque quando recebi o convite para ‘Malhação’”, relembra ela, que mantém o interesse pelo assunto.

Para o ensaio desta reportagem de capa, a atriz posou com microvestidos de manga comprida, um hit desta estação que é a cara das cariocas — que não abrem mão dos curtíssimos nem no inverno — e valorizou ainda mais a sua beleza estonteante. “A beleza abre portas, mas muitos acham que você só está ali por ser bonita. Não tenho pressa, com o tempo, as pessoas vão poder tirar suas conclusões.”


Ajuda mútua

Em seu quarto trabalho na Globo — depois de ‘Malhação’, Giovanna Ewbank fez ‘A Favorita’ e apresentou por uns tempos a ‘TV Globinho’ —, a atriz se destaca como Suely, uma jovem ingênua seduzida pelo vilão Gilmar (Alexandre Nero). Além de divertir por sua ligeira alienação, a personagem também serve como lição.

“Suely está dando um alerta às mulheres, para que não sejam mais enganadas, não percam a autoestima por causa de homem nenhum”, analisa Giovanna, que reconhece atitudes passivas como as da secretária em muitas mulheres ao seu redor. “Ela não se coloca em primeiro lugar. Tenho muitas amigas que são assim, não é difícil encontrar. Eu já posso ter sido uma Suely sem perceber.

Mas duvido que deixasse a situação chegar a esse ponto. Eu tenho a personalidade muito forte. Sou virginiana”, explica a atriz. Além de se concentrar em Suely, Giovanna também teve tempo para auxiliar o marido na construção de Berilo, o italianinho safado da novela das oito.

“Já morei um ano na Itália, quando tinha 18 anos. Então, no início da preparação do Bruno para ‘Passione’, a gente só ficava falando italiano em casa, para ele aprender a musicalidade da língua”, conta ela, que ainda mantém o sotaque apaulistado.

A parceria romântica não termina por aí, como revela a atriz: “Estamos sempre nos ajudando. Ele já passou por muita coisa nesse tempo de carreira, também já foi muito criticado, então me dá muitos toques, me acalma quando algo me tira do sério”.

FONTE/ODIA

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