domingo, 29 de maio de 2011

Marcelo Novaes: 
‘Sou mesmo bom de cama’
Por  Priscilla Costa
No ar em ‘Cordel Encantado’, Marcello Novaes vive Quiquiqui, um gago divertido e ligado à família. Na vida real, o ator também é aficionado pela família, pelos filhos e prioriza relacionamentos que incluem os meninos. Solteiro a quatro anos e meio, Marcello acha que não vai sair dessa situação rapidamente e se queixa: “Está difícil encontrar mulher”.

— Como é fazer um gago na TV, dá mais trabalho?
 Dá um pouco, porque você tem que prestar atenção para não ficar caricato demais. Mais o Quiquiqui é um cara divertido, da paz. Tímido, mas tem um lado corajoso e, às vezes, muito medroso. Para defender a família e os amigos, ele cria forças do além. Sensível, é daqueles que chora em casamentos, e isso foi uma composição minha.

— Você se inspirou em alguém para o papel?
— Assisti muito ao ‘Big Brother Brasil 11’ por causa do Diogo. Vi como o gago tem dificuldade de se expressar e tentei trazer isso para o personagem.

— Você está na reprise de ‘O Clone’, no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. Costuma assistir? Faz críticas?
— Assisto quando dá, na verdade. A gente sempre pensa em como refazer um trabalho. Foi um personagem muito bom, mas muito pesado também. A trama falava de drogas. Mas foi um presente da Gloria Perez.

— O autoritário Jacinto da minissérie ‘Chiquinha Gonzaga’ também te exigiu muito?
— Nossa, esse foi um personagem que não acreditei quando recebi o convite. Era um carrasco, um dos papéis mais pesados que já fiz. Quando o Jayme (Monjardim) me convidou eu perguntei: ‘Tem certeza que esse papel é para mim?’ Ele disse que confiava em mim e sabia que eu conseguiria fazer. Mas eu, sinceramente, achava que não tinha nada a ver. Ele insistiu e disse: ‘Eu confio em você’. Acho que me saí bem.

— Bem diferente do Raí de ‘Quatro por Quatro’, não é?
— Completamente. O Raí era um cara sensível. Era brincalhão e ao mesmo tempo dramático. Tinha o lance de se sentir solitário. Sem dúvida, foi o trabalho que mais marcou a minha carreira. Foi ali que fiquei conhecido na TV.

— As pessoas ainda brincam com você nas ruas?
— Sim. Mas, na época, ouvia muito mais. O fato de ele ser mecânico aproximava o personagem das pessoas.

— Isso te incomoda?
— De maneira nenhuma. O Raí faz parte da minha carreira, da minha vida.

— Está solteiro?
— Sim, há quatro anos e meio, mas contra a minha vontade. Eu gosto de ter uma companheira, sou um cara caseiro, gosto de ver um bom filme, adoro cozinhar. Mas está um pouco difícil encontrar mulher.

— Por quê?
— Estou com 48 anos, já tive dois casamentos, namorei bastante também, estou mais seletivo. Atualmente, eu sei o que não quero mais para mim e o que eu desejo. A partir daí, você tem mais discernimento. Mas não digo que não exista gente boa por aí. São incompatibilidades. Por exemplo, eu tenho um sítio em Teresópolis, meu refúgio, e gosto muito de ir para lá. Não posso ter uma mulher que goste de badalar o tempo inteiro. Eu até vou para a noite de vez em quando, mas quero alguém que também curta meus filhos, que goste de ficar em casa. Estou com 48 anos, já não dá mais para ir a tantas baladas.

— Do que mais sente falta estando solteiro?
— Eu associava muito a minha felicidade a uma relação. Acho que todo ser humano tem isso, né? Ligar a felicidade ao trabalho, à mulher, à saúde. Tudo isso é fundamental, mas eu descobri que a gente pode ser feliz sem ser com uma namorada. Eu, com quatro anos e meio solteiro, já estou com uma boa experiência.

— Você fala sempre da sua idade. Como lida com a velhice?
— Não me incomodo, não. Vivo a minha vida muito bem.

— E é vaidoso?
— Até sou, mas não sou daqueles que trocam de camisa três vezes. Me visto de uma forma muito simples, mas vivo levando bronca da minha mãe porque não passo protetor solar.

— E você vive na praia, né?
— Pois é, adoro sol e mar. Dar as minhas corridas, jogar meu futebol. Tenho uma vida saudável. Adoro dormir também, sou muito bom de cama mesmo.

FONTE\ODIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário