Brad Pitt
Qual mulher não gostaria de tê-lo como o pai de seus filhos:
Dedicado, amoroso e, para completar, lindo de morrer.
Por Mariana Alves
Na entrevista a seguir, o gato de 48 anos fala sobre família, carreira e como ter alguma privacidade mesmo com seis filhos.
Desde que mostrou seu lindo bumbum no filme Thelma e Louise, em 1991, Brad Pitt instantaneamente virou o sonho de homem ideal de milhões de mulheres ao redor do mundo.
Sim, ele se tornou o sex symbol de toda uma geração, conseguindo perpetuar no imaginário feminino até hoje.
Diga se você nunca suspirou por ele? Eu também. O fato é que, apenas três anos depois de sua estreia, o ator agarrou a oportunidade de mostrar que era mais que um belo homem: ele encarnou seu primeiro papel principal, o vampiro melancólico Louis de Pointedu Lac, em Entrevista com Vampiro.
Apesar de ter sido mal recebido pela crítica, o longa foi sucesso de bilheteria e lançou o ator ao posto de novo galã de Hollywood, ao lado de nomes já conhecidos, como Tom Cruise e Antonio Banderas.
Logo depois, Pitt apareceu ainda mais atraente como Tristan, em Lendas da Paixão – e foi com esse personagem que se consagrou como ator e recebeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro.
No entanto, ele não estava apenas interessado em papéis de mocinho e, por conta disso, apostou em personagens mais densos e frequentemente perturbados, como em 12 Macacos, Clube da Luta, Snatch – Porcos e Diamantes e, até mesmo, o polêmico A Árvore da Vida, que recebeu o prêmio de melhor filme do festival de Veneza.
“Esse filme não é para todo mundo. E eu tenho orgulho disso. Ele foi feito para ser experimental e invocar suas próprias memórias. Vai funcionar para algumas pessoas, mas não para outras.
Nunca o vi como um apelo para as massas de forma alguma”, disse ele sobre o longa.
Pai coruja
Se na vida profissional Brad Pitt tem colecionado sucessos, sua vida pessoal não foi tão tranquila.
Após quatro anos e meio de casamento com a atriz Jeniffer Aniston, a eterna Rachel do seriado Friends, o ator teve de enfrentar um momento conturbado no fim do relacionamento.
Os motivos são mais que conhecidos. Depois de contracenar com a bombshell Angelina Jolie em Sr. e Sra. Smith, rumores de que o casal teria um romance começaram a pipocar na imprensa internacional.
Bem, quanto ao resto da história, todos já conhecem: ele se divorciou de Aniston e iniciou um romance com Angie.
No fim do mesmo ano, Brad entrou com o processo de adoção de Maddox e Zahara, adotados por Angelina.
Atualmente o casal tem seis filhos, três adotivos e três biológicos. “Eu me sinto o cara mais rico do mundo desde que tive meus filhos. Não consigo me imaginar melhor”, declara o pai coruja.
Como achou seu caminho como ator?
Vim de um lugar, no meio dos Estados Unidos, onde ser ator não estava na lista de alternativas para uma carreira. Estava a duas semanas de me formar na faculdade, todos os meus amigos estavam arranjando emprego, e eu pensei: “Cara, não estou pronto para isso”. Então, não terminei essas duas semanas de aula e não me formei. Na minha cabeça, eu tinha acabado. Juntei dinheiro, trabalhei duas semanas num lugar estranho e saí dirigindo pelo mundo. E foi só porque eu amava filmes e queria tentar...
Como mantém a sanidade com seis filhos?
Angie é uma organizadora e é muito boa nisso. É uma loucura, mas eu até gosto de um pouco de caos e sinto falta quando está muito quieto. Quando tenho aquele primeiro momento de calma, penso: “Isso é ótimo!” Mas, depois de 30 minutos, sinto falta do corre corre pela casa, do barulho e de ser chamando de papai.
Como encontra tempo para ficar sozinho?
Bem, com seis filhos, sozinho... É tudo uma questão de como você otimiza o tempo. Como pai, agora é assim: “Certo, eu tenho 45 minutos: vou fechar a porta e vou descansar” ou saio para dar uma volta de moto. Mas preciso ter certeza de que meus filhos estão tendo a atenção de que precisam.
Você está planejando ser seletivo com os seus papéis?
Há mais algumas coisas que quero fazer antes de a minha vida acabar. Mas eu e a Angie sempre nos alternamos para trabalhar. Então, um de nós sempre fica com as crianças, arrumando um tempo para a família. Nós temos feito isso muito bem!
Ainda se apaixona depois de fazer tantos filmes?
Eu sou mais apaixonado agora. Tenho mais certeza sobre o que quero fazer. Acho que é porque sou pai e dolorosamente consciente de que meus filhos vão ver isso em algum momento. Penso em como os filmes afetavam a mim quando era criança, os me aperfeiçoaram um pouco como ser humano.
Ainda fica nervoso no primeiro dia no set de filmagem?
Menos. A primeira semana é para tentar sentir o lugar, achar a linha, o tom da história. Qualquer filme pode ser dito de centenas de maneiras diferentes. E uma coisa que é raramente falada é sobre o tom dele. Então, nos primeiros dias estou tão focado em descobrir isso que nem me preocupo com o nervosismo.
O que havia no livro O Homem que Mudou o Jogo que mais chamou sua atenção?
Tenho uma certa fraqueza por histórias de oprimidos, pelo cara pequeno que tenta lutar contra o sistema. Eu cresci num meio muito religioso e sempre questionei sobre isso. Na obra, a ideia de valor, sobre a vitória silenciosa, realmente me tocou. Mais do que possa maginar, porque eu cravei meus dentes nisso e não consegui mais largar.
Você prefere fazer filmes mais difíceis de serem realizados?
É verdade. Procuro algo novo, alguma coisa diferente. Talvez seja batido, mas sou atraído pelos filmes com os quais cresci nos anos 1970. Não era muito sobre a mudança do personagem, com histórias claras, em que alguém aprende alguma coisa no fim. Esses caras eram os mesmos monstros do começo ao final. Não é muito sobre a mudança deles, mas o que eles mudaram ao seu redor, e eu me sinto atraído por isso.
Está interessado em dirigir os próprios filmes, como o George Clooney?
Não tenho nenhuma pretensão em dirigir. Sou perfeccionista demais e isso iria enlouquecer a mim e a minha família. Não seria muito saudável.
Você se preocupa com a bilheteria?
Estou menos preocupado com isso. Já houve um período tenso e sei que fiz más escolhas. Não revelo o nome desses filmes, porque foi há muito tempo, eles tinham bons números, mas não aproveitei, porque meu coração não estava lá.
FONTE\UMAMULHER























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