sexta-feira, 1 de junho de 2012

Em Cartaz
Amante
Caco Ciocler estrela peça 
dirigida por Roberto Alvim
Mantendo uma parceria iniciado na peça “45 minutos”, Caco Ciocler estrela mais um espetáculo dirigido por Roberto Alvim. Em “Amante”, o diretor reescreve todo o texto da autora francesa Marguerite Duras, que foi livremente inspirado na obra “A Amante Inglesa”.
 Essa é a terceira vez que a dupla trabalha junta. Para Caco, achar bons parceiros, principalmente no teatro, não é tarefa fácil: “Encontrar pessoas que pensem e sintam o teatro como você é complicado. 
Eu e Roberto nos entendemos muito rapidamente, um olhar já é o suficiente. Topei trabalhar nessa peça antes de ler porque faço questão de cultivar parcerias assim.
 Além disso, acho a Juliana Galdino uma das melhores atrizes de teatro, queria muito trabalhar com ela”.
Inspirada em uma história real ocorrida na França, a montagem narra um assassinato brutal cometido por Claire (Juliana Galdino), mulher de Pierre (Ciocler).
 Um investigador, vivido por Bruno Ribeiro, conduz dois depoimentos com o casal. De acordo com Alvim, o mais importante na peça não é a descoberta do assassino, mas a força das palavras ditas pelos personagens nesta investigação e a complexidade da alma humana.
“Claire e Pierre estão junto há 22 anos, mas não conversam mais. O texto do espetáculo não é linear e não define bem os personagens, é como se fossem uma pessoa só divida em uma personalidade masculina e uma feminina. 
Cada um é uma parte da voz desse personagem. Os dois são muito sozinhos, não se conhecem mais, vão acumulando suas existências em segredo.
 A partir do momento em que eles voltam a se falar, você vai entendendo as motivações do assassinato, o que cada um acha do casamento e o motivo da traição”, complementa Caco.
O ator foi convidado pelo Club Noir para integrar o elenco de “Amante”, 10ª peça da trajetória do grupo, criado em 2006 por Alvim e Juliana Galdino. 
Seguindo a linha de investigação da companhia, a encenação é pautada pela imobilidade dos atores, que se desdobram em movimentos mínimos, desacelerados, ambientados por uma luz fria. 
“Roberto acredita que a linguagem mostra quem é o personagem, então ele vai mais pela palavra e não pelos gestos”, destaca o ator.

FONTE\GLOBOTEATRO

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