quarta-feira, 6 de junho de 2012

Farra na casa da minha avó
Um dia de Vittorio e Adriane Galisteu, na casa da mãe da 
apresentadora, dona Emma, QG do herdeiro de 1 ano e 8 meses.

Por Thaís Botelho
Na sala de estar da casa de Emma Galisteu, 69 anos, uma placa de acrílico Louis Vuitton protege a mesa de centro onde estão empilhados carrinhos de todas as cores e formas.
 São mais de 15. Ela não é colecionadora de miniaturas. É avó de um menino de um 1 ano e 8 meses. Vittorio, filho de Adriane Galisteu e Alexandre Iodice, passa as manhãs com a avó materna e na casa dela encontra o território sem lei que tanto fascina as crianças. 
Na mesa também há helicópteros e bonecos que vão ao chão com a chegada dele. “Está vendo? Aqui ele pode tudo. 
Ele é rei para os avós. Único neto, né?”, diz Adriane. “Em casa tento manter as coisas mais organizadas, apesar de ter cavalinho e autorama pela sala também”, conta ela, que, no entanto, não entra na velha intriga familiar de queixa contra avós que mimam os netos.
 “Eu tive uma avó muito presente e que me ensinou coisas que levo para sempre. Faço questão que o Vittorio tenha isso também”, diz a apresentadora.
Às terças-feiras, o menino fica com a avó paterna, Sueli Iodice. Nos outros dias da semana, fica com Emma, a responsável por levá-lo para a escolinha inglesa onde ele começou a estudar há quatro meses.
 “Minha mãe queria trazê-lo de volta quando ele começava a chorar. Mas ele tinha de se acostumar aos poucos”, conta Adriane. “Ele é tão pequeno e não queria ir. Me partia o coração”, relembra Emma, rindo.
E já que só se fala em Vittorio, ele também tem voz. O menino ainda só balbucia palavras, mas já sabe dizer o que quer. Ao ser perguntado sobre o que gostaria de fazer, ele fez sinal para chamar o ônibus.
 O primogênito da apresentadora e do empresário adora passear de transporte público pela cidade. Ele sai com a avó, com o padrinho, Nelson Sacho, ou mesmo com o pai. 
“Sempre que possível, alguém tem de levá-lo para andar de ônibus por pelo menos três pontos”, diverte-se Adriane. 
Vittorio também faz o sinal de “tutu”, para pedir uma moeda de R$ 1 para comprar uma bolinha de plástico, daquelas vendidas em bancas de jornal. 
Num início de noite fria em São Paulo, mãe, filha – e neto – conversaram com Gente sobre o que há de melhor nessa relação.
Herança familiar
Adriane Galisteu conta que costumava passar bastante tempo com sua avó materna.
 “Foi ela quem me ensinou a rezar, que escovava os dentes comigo todas as noites e era quem acordava de madrugada para fazer qualquer coisa que eu pedisse para comer.
 Não tinha ‘não’ para minha avó. Eu amava ficar com ela. E vejo que a história se repete.”

Onde tudo pode acontecer
“Aqui ele pode tudo. Avó é para isso, né?”, diz Emma. “O lugar preferido dele aqui é o meu quarto. Ele pula na cama, se esconde atrás do travesseiro para brincar. É uma graça. 
Vejo coisas da mãe nele, como, por exemplo, a dificuldade para comer. Quando ela queria colocar uma roupa, era aquela e não tinha negociação. Vejo que meu neto é igual. Já mostra personalidade forte.”
Bye-bye, Vittorio
A rotina de Vittorio começa cedo. Ele acorda às 7h30. “Maria, que cuida dele desde bebê, toma café da manhã com ele e, depois de ficar um pouco com o pai, ele vem para a casa da minha mãe”, descreve Adriane. 
Depois do almoço, Vittorio vai para a escola inglesa. Adriane conta que, no início, era difícil vê-lo chorando porque não queria ir. 
“Foi uma adaptação. Hoje ele adora. Já até diz ‘bye-bye’. Faz natação também, mas se dependesse de mim não rolaria. 
Me dá desespero de ver mergulhar a criança na água… Mas sei que é importante e o pai dele adora.Fazem várias coisas juntos.”

Brincadeira de meninos
Vittorio adora brincar com o pai. “O Alê faz bagunça com ele. Joga tudo para o ar, faz brincadeiras mais bruscas de carrinho e acha o máximo”, conta Adriane.
 “Quando o Vittorio não está em casa, sinto falta. Já quero ter outro filho. Estou com 39 anos e seria legal acontecer antes dos 40.
 O Vittorio precisará entender um dia que o mundo não gira em torno dele.” Adriane parte na primeira quinzena de junho para uma viagem de férias para Marrocos e Londres com o marido.
 “ Quem sabe, nessa viagem, a gente não faz um bebê?”

FONTE\ISTOEGENTE

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