Hollywood é tão cafona…
Cláudia Ohana viverá Elis Regina no teatro. A atriz fala sobre a construção da personagem e critica os atores brasileiros que pensam em atuar no cinema norte-americano
Por Thaís Botelho
Quando Cláudia Ohana assistiu a um musical sobre Billie Holiday, em 1987, nos Estados Unidos, ela enxergou Elis Regina no palco.
“Tive vontade de fazer um monólogo musical sobre a Elis contando a própria vida”, conta. Esse sonho ainda não se realizou.
Mas agora, 25 anos depois, Cláudia se prepara para viver Elis em outro projeto.
No musical Jair em Disparada, com direção-geral de Sebah Vieira, que contará a trajetória do cantor Jair Rodrigues, a atriz interpretará Elis, grande amiga de Jair. “Estou lendo e vendo tudo sobre ela”, diz.
Com a estreia do espetáculo prevista para 6 de setembro, no Teatro Brigadeiro, em São Paulo.
Cláudia, 49 anos, tem se divido na ponte aérea entre o Rio, onde mora, e a capital paulista, para ensaiar a peça, – que também terá no elenco Zezé Motta e Luciano Quirino.
Num bate-papo com Gente, ela conta como está se preparando, fala sobre posar nua e o namorado, o fotógrafo Yussef Kalume.
Como tem sido a preparação para viver Elis Regina num musical?
Estou tremendo. Lendo tudo e vendo tudo sobre a Elis. Assisti a várias entrevistas dela. Foi uma surpresa. Não conhecia a Elis falando. Ela tinha uma agressividade na fala, era corajosa, despojada. Estou estudando tudo. Ela era muito politizada, queria colocar os filhos em escola pública. Fiquei impressionada com a personalidade forte dela.
Você passará por alguma mudança física?
Vou interpretar a Elis em várias fases da vida dela. Usarei perucas. O mais difícil será fazer o seu sorriso, que era marcante, com a gengiva aparecendo (risos). Dá medo. Tive até vontade de cortar o cabelo. Mas, por enquanto, não. Talvez eu corte no final dos ensaios.
A primeira vez que você posou nua, em 1985, ficou no imaginário das pessoas. Como você lida com isso?
Falam sobre meus pelos, né? Mas era da época. Isso me incomoda porque não ganhei quase nada. Eu fiz as fotos para a Playboy, nos Estados Unidos, para lançar o filme Erendira. Fui ingênua. Ganhei apenas cinco mil dólares.
Em 2008, você posou novamente para a mesma revista. Repetiria a dose?
A segunda vez ficou mais com a minha cara. Hoje, eu posaria nua para tirar onda. Por uma questão de vaidade. As pessoas dizem que ainda estou muito bem.
Muitos atores brasileiros falam de carreira internacional e Hollywood. Você tem esse sonho?
Não. Aliás, acho cafona quem sonha em atuar em Hollywood, mas tudo depende do projeto. Hollywood é tão cafona…
Seu namoro com o fotógrafo Yussef Kalume fez você ter vontade de se casar novamente?
Estamos muito bem juntos. Se fosse importante já teríamos nos casado. Um dia, talvez, possamos pensar nisso. Estamos juntos há um ano e sete meses e temos váras coisas em comum. Curtimos mato, cachoeira, filmes. Ele é uma pessoa muito linda e escreve poemas. Além de resolver problemas, brincamos juntos também. Relacionamento é isso.
FONTE\ISTOÉGENTE




















Nenhum comentário:
Postar um comentário